Relato da Anna* de Minas Gerais

Depois que eu tive o meu filho, em 2018, não fui mais ao médico. É difícil quando se tem um bebê prematuro extremo e não temos plano de saúde. Desde então, não tomo nenhum tipo de contraceptivo. Meu filho nasceu de um relacionamento abusivo com meu ex em 2018. Ele nasceu com apenas 28 semanas e 726g. Ele ficou em UTI neonatal por 123 dias, onde teve 4 sepses, uma parada cardiorrespiratória, 9 transfusões, uma convulsão e uma cirurgia. O genitor não o registrou e desde então, cuido de tudo. Desde os primeiros dias, trabalhei e não fiz o chamado resguardo. Não amamentei devido à falta de leite por causa do meu estado emocional. Menos de 2 anos depois, veio a pandemia e eu e ele ficávamos trancados em casa quase 24h. Eu trabalhando em home office e com grande demanda dele. Hoje ele está na escola e eu sigo trabalhando horas em casa, horas fora de casa. Ele está saudável e não teve qualquer sequela, a não ser que é bem pequeno para a idade, mas nada preocupante.

[*Os nomes são inventados.]

Dados gerais da autora do relato:

#MG #45anos #branca #catolica #posgraduaçao 

Publicado por Grupo RepGen

Grupo de Pesquisa Gênero, Reprodução e Justiça - RepGen. Reúne pesquisadoras da UFBA, Fiocruz e UFRJ.

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